15 de maio de 2008

Intermitências

Segundo o vereador do pelouro, a Câmara não promoveu a Feira de S. Miguel porque outro evento estava próximo (a “Feira Medieval”) e não se justificava gastar energias e dinheiro em dois eventos tão próximos.

Para quem não se lembra do que aconteceu em 2005, ano de eleições, sugerimos que aguarde até 2009, ano de eleições: vai ver que os “eventos” até se esbarram uns aos outros!

A “Feira Grande” só é importante de vez em quando…

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Mais realidades que devemos conhecer

Na última campanha eleitoral autárquica, mais precisamente em Julho de 2005, numa altura em que o desemprego já representava um grave problema no nosso concelho, quer pelo número de desempregados quer pelo facto de muitos terem mais de 45 anos e baixos níveis de qualificação técnica, o PS propôs prioridade à criação de condições de requalificação dos trabalhadores no desemprego, de forma a prepará-los para abraçarem outras tarefas, outras funções. A proposta era detalhada e consistente mas não mereceu, por parte da coligação PSD/CDS, senão desprezo. A coligação, como sabemos, sempre afirmou que o desemprego é um problema do Governo e, portanto, ignora-o.

No final de 2005, o CITEVE e a Microsoft criaram uma parceria para desenvolver um programa que denominaram Tecnologia, Inovação e Iniciativa, cuja implementação resultou na qualificação de mais de 1700 desempregados do sector têxtil. Quarenta por cento destes trabalhadores conseguiram reinserção no mercado de trabalho.

O sucesso do programa justificou o seu alargamento a outros sectores de actividade e justificou também uma cerimónia, realizada há dias, que mereceu a presença do Ministro do Trabalho e do Comissário Europeu para o Emprego.

Claro que o presidente da Câmara também lá foi e, como é habitual, cuidou de tirar as respectivas fotografias com as diversas individualidades presentes.

Quem viu as fotos até terá imaginado que a Câmara tinha alguma coisa a ver com aquilo.

Não tem, e é pena. Teve oportunidade, mas desperdiçou-a. Lamentavelmente.

Parabéns ao CITEVE e à Microsoft.

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20 de março de 2008

Os pezinhos dos Lisboetas

Não queremos iniciar uma nova guerra Norte–Sul, conforme fez o Presidente do PSD, há anos atrás, ao chamar aos Lisboetas «elitistas, sulistas e liberais». Não nos passa isso pela cabeça.

O que é chocante é que no “Passeio da Fama” de Vila Nova de Famalicão inaugurado pela Coligação PSD/PP, no âmbito do “Famafest” – uma imitação grotesca daquilo que acontece nas “Américas” – comecem a aparecer, num número insuportável, pés e pezinhos de todos os Lisboetas que vêm a Famalicão.

Depois dos “GPS” que só havia em Londres e que nunca mais apareceram, das retretes automáticas que só havia em Paris e que os Famalicenses nunca viram, agora a Coligação PSD/PP deleita-se com os moldes da parte inferior dos membros inferiores espetados no cimento, num exercício fútil e de culto da vaidade, perfeitamente inútil.

A riqueza de Famalicão reside nos seus trabalhadores e nos seus empresários, mas a Coligação PSD/PP esquece-os e trata-os com desdém.

Importante para a Coligação PSD/PP é ver os pezinhos dos Lisboetas desenhados no chão!

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9 de janeiro de 2008

Mais um empréstimo! - JV

Passados menos de três meses, a maioria PSD/CDS pretende recorrer, de novo, ao endividamento bancário: em Outubro passado aprovou a contracção de um empréstimo de 3 M€; hoje propõe um novo empréstimo de 2 M€. Ambos por um prazo de vinte anos.

Apresentamos em Outubro um conjunto de razões que justificaram a nossa abstenção. As mesmas razões de ontem justificam o mesmo sentido de voto hoje.

De facto, a proposta de contracção de um empréstimo de 2 M€, por um prazo de vinte anos, para a realização de um conjunto de pequenas obras não pode merecer a nossa concordância.

As obras a realizar com o financiamento bancário são, de novo, pequenas obras (do ponto de vista do seu custo) que uma boa gestão dos recursos financeiros normais permitiria pagar sem recurso ao crédito. Basta reparar que o seu valor global (2 M€), igual ao valor do empréstimo a contrair, não representa mais do que um terço da receita mensal do Município! E a maioria das obras demorará mais de um ano a ser realizada!

São, portanto, investimentos que podiam – e deviam – ser financiados pelos recursos próprios do Município. Uma boa gestão financeira reservaria a capacidade de endividamento para realizar investimentos que, pela sua natureza e dimensão financeira, não pudessem ser acomodadas no orçamento “normal”.

Mas não. Como é preciso deixar folga para recomeçar, brevemente, o rodopio de festas e foguetes e boletins municipais, há que acautelar meios para pagar o supérfluo - ainda que para isso seja preciso hipotecar o futuro.

A coligação, sem rasgo nem ambição, está a reduzir o Município a uma expressão imprópria da sua grandeza: até para fazer obras de 100 mil euros é preciso pedir dinheiro emprestado ao banco!

O ciclo de gestão da coligação está definido: pagar dividas nos dois primeiros anos do mandato, paralisando toda a actividade de investimento municipal, e fazer dividas nos dois últimos anos do mandato, para fazer pavimentações, arranjos de adros de igrejas e alargamentos de cemitérios. E festas.

Muitas Juntas de Freguesia fazem isto sem recorrer ao crédito bancário.

Evidentemente, não concordamos. E só não votamos contra a aprovação da proposta porque os Famalicenses não podem ser ainda mais sacrificados. Façam-se, ao menos, estas pequenas obras ainda que tenhamos, todos nós, e os nossos filhos, de as pagar durante os próximos vinte anos!

E alguém tem orgulho nisto?! Quem está disponível para defender isto?!

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12 de setembro de 2007

"Feira Grande" (JV)

A Coligação PSD/PP prometeu repetidamente aos Famalicenses que iria dignificar e engrandecer as chamadas “feiras grandes” de Maio e de Setembro, tornando mais forte e participada uma tradição secular que remonta aos tempos do Rei Povoador, D. Sancho I.
Os vereadores do PS consideram globalmente positiva esta medida, só que ela não pode absorver dinheiros públicos que consideram desadequados, num momento de dificuldades e de contenção para os Famalicenses e para os Portugueses em geral.
No primeiro mandato e com maior incidência no ano de 2005, ano de Eleições Autárquicas, a Coligação PSD/PP não se poupou a esforços para fazer das “feiras grandes” um grande arraial popular cheio de diversão e de comes e bebes.
Já no ano de 2006, passadas as eleições, a Coligação PSD/PP deixou passar em claro a Feira Grande de Maio, não cuidando sequer de explicar aos Famalicenses as razões de tal atitude.
Agora, em Setembro de 2007, a Coligação PSD/PP propõe-se de novo dinamizar a Feira Grande, apresentando um programa que envolve custos financeiros na ordem dos 37 mil e quinhentos euros (7 mil contos), o que nos parece um exagero absurdo. Será por estarmos a meio do mandato e se aproximarem novas Eleições Autárquicas?
Reafirmando a positividade inerente à dinamização das feiras grandes, os vereadores do PS discordam dos custos elevados da iniciativa que poderiam ser reduzidos com a eliminação de alguns itens que nada têm a ver com a comemoração popular da feira e com as tradições de centenas de anos.
Pelas razões expostas, os vereadores do Partido Socialista votam contra a proposta apresentada.

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